Gengiva: como cuidar corretamente e quais as principais doenças

A gengiva é uma das principais estruturas de sustentação dos dentes. É por meio da gengiva e do osso alveolar que os dentes conseguem se manter fixados na boca. Dessa forma, assim como a saúde dos dentes é importante, assim é para com o tecido gengival.

Você sabe como manter e como identificar a saúde da gengiva? Sabe quais são as principais doenças que afetam o tecido? Saiba aqui tudo o que você precisa saber:

O que é gengiva?

A gengiva é um tecido epitelial de coloração rosa pálida, vermelho-claro ou arroxeada que reveste o suporte ósseo dos dentes, o osso alveolar. Esse tecido faz parte da mucosa oral, que é o revestimento úmido da cavidade bucal.

O tecido gengival é formado por um tecido fibroso envolto pela mucosa e está fixada na base dos dentes e ao osso maxilar, formado pela maxila (parte superior) e mandíbula, (parte inferior).

É um tecido não queratinado, pontilhado e de consistência firme, se assemelhando a uma casca de laranja.

Dessa forma, diante de alguma deformação da gengiva, como inchaço, coloração mais escura (avermelhada ou arroxeada) é importante que o dentista seja sinalizado, já que pode sinalizar alguma complicação. Além disso, sinais de retração e sangramentos 

Quais são as principais doenças da gengiva?

Uma gengiva saudável conserva suas características naturais. A gengiva quando não se enquadra dentre dessas qualidades é sinal de que algo não está dentro de seus conformes.

Entre as principais doenças que afetam a gengiva estão:

Gengivite

A gengivite é a principal alteração que afeta a gengiva, sendo a primeira fase da doença periodontal (uma infecção do tecido gengival). Entre os principais sintomas da gengivite estão inchaço, vermelhidão e sangramentos em meio a escovação ou mastigação.

Dessa forma, a gengivite se trata da fase inicial do problema, contando com um processo de inflamação causada pelo acúmulo de placa bacteriana formada pelas proliferação de bactérias em restos de comida.

Outra característica marcante da gengivite é a formação de pequenos “bolsões” ou espaçamentos, que causam o agravamento da situação, levando a sensibilidade dentária ou até mesmo a periodontite.

Periodontite

A periodontite é o caso mais grave da irritação de gengiva, e possui sintomas mais graves do que a primeira fase. A periodontite aparece quando a placa bacteriana se espalha e acaba por atingir a base inferior da gengiva.

Os sulcos formados pelo processo de inflamação da gengiva e pela separação dos dentes deixam a sustentação dos dentes fragilizada, podendo resultar em outros problemas, como a endocardite bacteriana, pela entrada das bactérias na corrente sanguínea, e até mesmo perda dentária.

Em casos ainda mais graves há o processo de necrosamento dos dentes e o aparecimento de fortes dores na região.

A periodontite durante o seu período de evolução e dependendo da fase em que se é feito o diagnóstico pode ser dividida em moderada e avançada:

Periodontite moderada

A periodontite moderada é o estágio de entrada da gengivite a periodontite. É caracterizado pelo começo do agravamento da inflamação, podendo ocorrer a infiltração em estruturas e lesionar as estruturas ósseas da dentição.

Periodontite avançada

A periodontite avançada, como o próprio nome indica, se trata da fase mais grave da doença periodontal, contando com uma infiltração maior das bactérias na estrutura interna dos dentes. É aqui que a perda dentária vira um problema recorrente.

Retração gengival

A retração gengival é um problema bem comum e assim como a gengivite é um dos primeiros sinais de que algo não está bem com o seu sorriso. 

É caracterizado pelo deslocamento da margem da gengiva em direção ao ápice da raiz do dente, proporcionando um certo desconforto pela exposição da superfície radicular. Além da exposição da gengiva e a aparência de que os dentes são maiores do que o normal, um dos sintomas principais da retração dentária é a sensibilidade dentária que ela causa.

Entre as principais motivações da doença estão má escovação, seja por ineficiência ou força desnecessária, gengivite, apinhamento dentário, movimentos ortodônticos, trauma oclusão ou ainda restaurações desadaptadas na região próxima à gengiva.

Como manter uma gengiva saudável?

Para que haja a manutenção de uma gengiva mais saudável, o indicado é que haja a adaptação e a adoção de bons hábitos. Dessa forma, é importante certificar se a escovação está sendo feita corretamente e que a higiene bucal está correta também, de forma eficiente e completa.

A escovação deve ser feita de 2 a 3 vezes ao dia e ser feita pelo uso de uma escova de cerdas macias com a aplicação de um creme dental com flúor de 1000 ppm e 1500 ppm. A escovação deve ser feita com movimentos suaves, revezando entre de vai-e-vem, circulares e de varreduras. 

O uso de pastas de dente contendo Fluoreto de Estanho ou o uso de pastas específicas contra gengivite podem atuar contra os sintomas da doença.

A passagem do fio dental também deve ser diária, podendo ter o auxílio de uma escova interdental para um melhor resultado. O uso do enxaguante bucal deve ser indicado e regulamentado por um especialista, para que assim não haja uma ação negativa na saúde bucal.

Para facilitar o processo de higiene bucal a alimentação também deve receber mudanças. Alimentos muito pigmentados, grudentos e açucarados devem ser evitados, devendo o paciente optar pela ingestão de alimentos adstringentes, ricos em fibras, que ajudam na remoção de resíduos dos dentes, e de alimentos ricos em vitamina C, evitando casos de gengivite.

Ter uma boa hidratação também a manter a arcada dentária mais limpa, ajudando a soltar os resíduos presos ao dente.

Vícios como o tabagismo e o alcoolismo também trazem malefícios a saúde da gengiva, ambos os hábitos favorecem o acúmulo de placa bacteriana e facilitam o processo de inflamação.

Visitas regulares ao dentista

As visitas regulares ao dentista são essenciais para que o diagnóstico de problemas na gengiva seja feito o quanto antes, evitando casos mais graves.

É por meio da visita ao consultório odontológico que se é possível evitar que as doenças da gengiva comprometam as funções essenciais do sorriso, tal como a fala e mastigação.

É por meio da avaliação do dentista que o paciente recebe orientações quanto aos bons hábitos e também é beneficiado pela realização de procedimentos regulares como a profilaxia (limpeza profissional).

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